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«Sentir-se mulher não é o mesmo que ser mulher» — Bispos das Caraíbas

A Conferência Episcopal das Antilhas publicou, a 26 de julho, uma Carta Pastoral sobre a Identidade Sexual e de Género (texto integral abaixo). Principais citações.

- Devemos resistir às narrativas que sugerem que a pessoa humana é um projeto criado por si própria, desligado da realidade biológica ou da ordem moral.

- O corpo humano não é um acessório da identidade.

- A confusão dos nossos tempos — impulsionada por ideologias que separam o corpo da identidade, tratam o desejo como destino e esbatem a diferença sexual — obriga-nos a oferecer a luz do Evangelho e a sabedoria da antropologia cristã.

- O corpo não é uma barreira à identidade, mas sim uma revelação da mesma. É através da nossa encarnação masculina ou feminina que se revelam a nossa personalidade única e a nossa capacidade de relacionamento.

- É um facto científico, e não uma construção social, que os seres humanos sejam sexualmente dimórficos.

- O sexo, portanto, não é «atribuído» arbitrariamente à nascença; é determinado na conceção através da presença ou ausência do gene SRY. Se ativado, o gene inicia o desenvolvimento das gónadas masculinas. Caso contrário, as gónadas transformam-se em ovários. Estes processos biológicos demonstram que a dualidade sexual — masculino e feminino — é uma dimensão objetiva, ordenada e essencial da pessoa humana, constituindo a própria base da reprodução humana e da vida familiar.

- Quando as escolas e as instituições adotam a ideologia de género, correm o risco de ensinar às crianças que a verdade é subjetiva, que os sentimentos criam a realidade e que o corpo não tem significado intrínseco. Isto não só confunde como também põe em perigo a nossa juventude, levando a taxas crescentes de ansiedade, depressão e crises de identidade.

- O sexo não é um espectro. É uma realidade binária, inscrita na nossa natureza, afirmada pela biologia e defendida pela fé.

- Uma pessoa pode dizer: «Sinto-me mulher» ou «Sinto-me homem», mas tais sentimentos, por mais sinceros que sejam, não definem a realidade. Sentir-se mulher não é ser mulher. Os sentimentos não são factos.

- Um homem não pode saber, por dentro, o que é ser mulher. A sua especulação provém apenas do exterior, baseando-se em características imaginárias. Tal autoidentificação é uma ficção, não um alicerce para a identidade humana.

- Embora a Igreja reconheça o profundo sofrimento envolvido, não podemos afirmar perceções erradas de si próprio. Tal seria semelhante a afirmar a crença de alguém que sofre de anorexia nervosa de que está acima do peso, apesar de estar abaixo do peso.

- A verdadeira compaixão procura curar, e não reforçar, uma desconexão prejudicial entre a mente e o corpo.

- Tais intervenções não podem alterar o sexo de uma pessoa e, frequentemente, resultam em danos permanentes, incluindo esterilização, perda da função sexual e sofrimento psicológico.

Tradução de IA

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